Este texto é a segunda parte da tradução do artigo A response to philosophical postmodernism, de Norman Geisler. [1]. Confira a primeira parte da tradução deste artigo neste link: http://acropoledafecrista.org/uma-resposta-ao-pos-modernismo-filosofico-parte-1.

O Ataque no Fundacionalismo

O fundacionalismo é a visão de que existem primeiros princípios auto evidentes fundamentais que formam a base de todo o pensamento. Ele é pelo menos tão velho quanto Platão e Aristóteles no mundo Ocidental, apesar de ter sido a fundação inconsciente do Pensamento Cristão desde o inicio dos tempos.

Fundacionalismo dedutivo vem do racionalista moderno como Benedict Spinoza e Rene Descartes. Ele é baseado no modelo geométrico Euclideano pelo que certos axiomas são definidos como auto evidentes e todas as outras verdades são deduzidas a partir deles. O problema com isso é que nem todos os axiomas são necessários. Axiomas diferentes são possíveis, tanto matemáticos quanto filosóficos. Além disso, esses axiomas racionais são vazios. Eles não produzem conhecimento sobre a realidade. Por exemplo, dizer que “Todos os triângulos tem três lados” não nos diz que há qualquer triangulo. Isso meramente diz que seexiste qualquer triangulo, então por definição eles devem ter três lados.

Fundacionalismo redutivo encontra suas raízes em Aristóteles e foi abraçado pelo grande pensador Cristão Tomas de Aquino. É dito que todas as verdades são reduzidas a (ou baseadas em) primeiros princípios ato evidentes. Todas as afirmações não evidentes em si mesmas devem ser evidentes em termos de alguma outra coisa. Mas não pode haver um regresso infinito de afirmações não-evidente. Pois um regresso sem fim de explicações não é nada mais do que uma tentativa de explicar a necessidade de uma explicação. Então, deve haver uma primeira afirmação auto evidente em termos que afirmações não-evidentes são conhecidas como sendo verdade.

Os primeiros princípios do conhecimento são auto evidentes. Quer dizer, eles são declarações onde o termo predicado é reduzível ao termo do sujeito, apesar de nem sempre ser deduzível a partir deles. As leis básicas do pensamento incluem o seguinte:

Muitas coisas são dignas de nota sobre esses primeiros princípios do pensamento.

Primeiro, eles todos são primeiros princípios do pensamento e do ser. Por que? Porque “se houver um regresso infinito na demonstração, a demonstração seria impossível, por que a conclusão de qualquer demonstração é feita certa por reduzi-la ao primeiro principio da demonstração” (Aquino, Commentary on the Metaphysics of Aristotle, 244). Ou, como C. S. Lewis colocou, “não se pode fazer isso [explicar coisas] para sempre: cedo ou tarde chega-se a abolir a própria explicação. Não se pode ‘ver o que está por trás’ das coisas para sempre. Todo o propósito que existe em ver o que está por trás de alguma coisa reside justamente nisso: em ver, através dessa coisa, um objeto. É bom que a janela seja translúcida, justamente porque a rua ou o jardim além dela são opacos. E se também fosse possível ver através do jardim? Não há nenhuma utilidade em tentar ‘enxergar que está por trás’ dos primeiros princípios. Se você ‘enxergar o que está por trás’ de todas as coisas sem exceção, então tudo se tornará transparente para você. Mas um mundo completamente transparente é um mundo invisível. ‘Ver o que está por trás’ de todas as coisas é o mesmo que não ver nada.” (A Abolição do Homem, pp. 76-77)

Segundo, eles auto-evidenciam no sentido redutivo. Quer dizer, seu predicado é reduzível ao sujeito. De modo que, assim que alguém entende o sentido do sujeito e predicado, ele pode imediatamente ver que eles são auto-evidentes. Por exemplo, uma vez que alguém sabe o que as palavras “solteiro” e “não-casado” significam, então ele sabe imediatamente que “todos os solteiros são homens não-casados”. Similarmente, uma vez que alguém sabe que isso é uma figura de três lados, então ele imediatamente vê que isso é um triangulo.

Terceiro, eles também são inegáveis. Quer dizer, toda a tentativa de negá-los, os afirma (pelo menos implicitamente) na tentativa de negá-los. Veja, por exemplo, a Lei da Existência. Eu não posso negar que algo exista sem estar existindo para fazer a negação. A afirmação de que eu não existo, implica que eu exista para fazer a negação.

Quarto, esses primeiros princípios aplicam para toda a realidade. Eles são primeiros princípios metafísicos. Diferente do fundacionalismo dedutivo, eles não são vazios. Eles são primeiros princípios do ser (realidade). Eles começam com algo existindo.

Quinto, desses princípios alguém pode demonstrar a existência e os atributos centrais de Deus. Pois se algo existe (#1), e se nada pode causar alguma coisa (#5), então algo eterno e necessário deve existir. E qualquer coisa mais que exista, então ela deve ser similar a Deus em seu ser (#7). Mas nem todo ser é um ser necessário (#6). Por exemplo, eu sou um ser contingente, quer dizer, eu sou, mas eu posso não ser. Minha não-existência é possível. Mas eu sou um ser pensante e moral (o que é inegável). Então, deve haver um Ser eterno e necessário que é um Ser pensante e moral que existe (i.e. Deus). E se Deus existe, então o pensamento, valores, e sentido também existem. Em suma, pós-modernismo está errado.

Uma Critica ao Pós-modernismo

Essa critica pode ser aplicada à outras áreas do pensamento pós-moderno, por exemplo, o desconstrutivismo na história e na interpretação textual. Vamos brevemente aplicá-la à história.

Uma Critica à Visão Pós-Moderna de História

De acordo com a visão pós-moderna de história, nós devemos desconstruir todos os relatos históricos do passado, já que eles são relativos e não objetivos. Isso, é claro, iria ser destrutivo ao Cristianismo ortodoxo já que é uma religião histórica. Nós cremos, assim como o Credo dos Apóstolos diz, que Jesus “nasceu da Virgem Maria, sofreu nasceu de Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado […] [e] ressuscitou ao terceiro dia.” Essas são todas afirmações históricas, e se a história não pode ser conhecida, então nós não podemos saber estas como verdadeiras. Mas seria a história realmente incognoscível? Vamos examinar brevemente os argumentos pós-modernos para a incognoscibilidade da história. Um relativista histórico disse, “o evento em si, os fatos, não dizem nada, não impõem qualquer sentido. É o historiador que fala, que impõe um sentido” (Carl L. Becker, “What Are Historical Facts?” em The Philosophy of History in Our Time, p. 131).

Porém, há um sério problema auto-refutável com essa afirmação. Como pode alguém saber que algo não é história objetiva sem que ele tenha algum conhecimento objetivo sobre a história que o capacita a dizer que uma visão particular da história não é objetiva. Não se pode saber não-isto sem saber isto. E não se pode saber história não-objetiva sem saber história objetiva. Segundo é auto-refutável negar a objetividade da história. Mesmo Charles Beard, o próprio apóstolo do relativismo histórico, escreveu: “A critica contemporânea nos mostra que o apóstolo da relatividade está destinada a ser destruída pela criança de seu próprio cérebro.” Pois, “se todas as concepções históricas são meramente relativas aos eventos passando […] então a concepção de relatividade é em si mesma relativa.” Resumindo, “o apóstolo da relatividade certamente será executado por sua própria lógica” (Meyerhoff Ed, The Philosophy of History in Our Time, 138, ênfase adicionada).

Uma Critica da Visão Pós-moderna da Hermenêutica

Existem diversas características da visão de interpretação dos desconstrutivistas.

Primeiro, ela é baseada no convencionalismo. Essa é a visão de que todo o sentido é culturalmente relativo. Porém, isso também é auto-refutável, pois se “todo o sentido é culturalmente relativo” então até mesmo essa afirmação seria culturalmente relativa. Ainda assim ela afirma ser uma declaração sobre a relatividade cultural não uma de relatividade cultural.

Segundo, a hermenêutica pós-moderna afirma que não existe sentido objetivo. Pois todas as declarações são feitas de uma perspectiva subjetiva. Porém, isso também é auto-destrutível, pois ela equivale a dizer que ela é uma afirmação objetiva com o sentido de que nenhuma afirmação possui sentido objetivo.

Terceiro, ela nega que haja correspondência entre nossas afirmações e seus objetos. Ela nega a visão da verdade por correspondência. Mas o problema em negar que a verdade corresponda com a realidade é que essa negação afirma corresponder com a realidade. Então, não se pode negar afirmações que correspondam com a realidade sem fazer uma afirmação que ele creia corresponder com a realidade.

Quarto, a hermenêutica pós-moderna é uma forma de solipsismo linguístico. Seguindo Wittgenstein, Derrida acreditava que nós estamos presos dentro da linguagem em um tipo de bolha linguística e não podemos sair. Porém, essa é uma forma de falácia do “nada-mais”. Pois todas as afirmações que implicam que nós não podemos conhecer nada mais do que o interior da bolha linguística implicam que nós temos conhecimento de mais que o que está na bolha. Assim como a contradição Kantiana, alguém não pode conhecer algo sobre a realidade que ele não pode conhecer qualquer coisa sobre a realidade. A linguagem não é uma parede que nos barra da realidade; ela é uma janela que expressa a realidade que nós sabemos.

A falácia do solipsismo linguístico é baseada na falha em reconhecer que a criação é análoga ao Criador. Deve haver uma similaridade entre a Causa do ser finito e o Ser Infinito que causou isso. Pois alguém não pode dar o que ele não tem para dar. Ele não pode produzir o que ele não produz. Então, a Fonte de todo o ser deve ser similar ao ser que ele traz à existência. [2]

Quinto, de acordo com o pós-modernismo, a lógica é dependente da linguagem. As leis do pensamento são, portanto, dependentes culturalmente. Mas isso claramente é contrário ao fato – o fato de que a linguagem é baseada na lógica, não o inverso. Pois as leis básicas do pensamento (enumeradas acima) operam em toda a linguagem e cultura, assim como as leis básicas da matemática. A lógica transcende a cultura e faz a comunicação através das culturas possível. A própria afirmação de que a Lei da Não-contradição não é aplicável a todas as culturas é em si mesma uma afirmação não-contraditória sobre todas as culturas.

Sexto, outra premissa hermenêutica do pós-modernismo é que o sentido é determinado pelo leitor, não pelo autor. Pois eles dizem que todo texto é entendido em um contexto e todo leitor traz um novo contexto ao texto. Então, não é o sentido do autor que é o verdadeiro sentido de um texto sobre o sentido do leitor. Porém, de novo aqui nós nos encontramos com uma afirmação auto-invalidada. Pois nenhum pós-modernista deseja que nós demos nosso(s) sentido(s) às suas palavras. Ele espera que nós tomemos o sentido de suas palavras (i.e., o sentido do autor). Então, negar que o sentido do autor é o sentido correto implica que o sentido do autor é o sentido correto.

Os Problemas com o Pós-modernismo

Em suma, os problemas com o pós-modernismo são: (1) Ele não pode ser pensado consistentemente; (2) ele não pode ser falado consistentemente, e (3) ele não pode ser vivido consistentemente. Por que? Porque é baseado no ateísmo, e o ateísmo não pode ser pensado, falado, ou vivido consistentemente. Evidência da inabilidade de se viver o ateísmo consistentemente vem das vidas dos próprios ateístas.

Evidência para os ateus de que o ateísmo não pode ser vivido consistentemente

Ateu Jean Paul Sartre escreveu, “Eu procurei a religião, eu ansiava por ela, ela era o remédio. Tendo ela sido negada, eu teria a inventado eu mesmo […] Eu precisava de um Criador…” (The Words, 102). Ateu Albert Camus adicionou, “Pois qualquer um que está sozinho, sem Deus ou sem um mestre, o peso dos dias é terrível” (The Fall, 133). Até mesmo Nietzsche escreveu um poema para um “Deus Desconhecido,” clamando: “Aquele que é Desconhecido! Fale. Que queres tu, deus-desconhecido? […] Volte Com todas as vossas torturas! Para o fim de tudo o que está sozinho, Oh, volte! […] E a chama final de meu coração – lança-as para cima de ti! Oh, volte, Meu deus desconhecido! Minha dor! Minha ultima-felicidade!” (Thus Spoke Zarathustra, Parte Quatro, “The Magician”).

Bertrand Russell expressou um momento revelador quando escreveu à uma amiga, “Mesmo quando alguém se sente próximo de outra pessoa, alguma coisa em algum dos dois parece obstinadamente pertencer a Deus […] – pelo menos é dessa forma que eu devo expressar isso se eu pensasse que há um Deus. Isso é estranho, não? Eu me imposto apaixonadamente com esse mundo e muitas coisas e pessoas nele, ainda assim… o que é tudo isso?” Deve haver algo mais importante para se sentir, apesar de eu não crer que haja” (ênfase dele).

Há alguns anos, antes da cortina de ferro ser levantada, enquanto eu retornava da Europa, me deram uma revista Time. A capa chamou minha atenção. Estava escrito: “Deus está Morto; Marx está morto, e eu não estou me sentindo bem também” (Capa da Time, edição europeia, 1978). Nietzsche escreveu, “Eu seguro firma em mim as imagens de Dante e de Spinoza, que foram melhores em aceitar muita solidão. Claro, sua forma de pensar, comparada com a minha, é uma que fez a solidão suportável; e no fim, para todos aqueles que de alguma forma ainda tem um “Deus” para a companhia […]. Minha vida agora consiste em desejar que possa ser o contrário […] E que alguém possa fazer minhas “verdades” parecerem incríveis para mim…” (Letters to Overbeck, 7/2/1865).

Até mesmo David Hume não pode viver em seu ceticismo. Ele escreveu: “Felizmente isso acontece, que já que a razão é incapaz de dissipar essas nuvens [de duvida], a própria natureza basta para este propósito, e me cura da melancolia e do delírio filosóficos…” (A Treatise on Human Nature 1.4.7). Então, o que ele fez? Ele disse, “Eu jantei, eu joguei um jogo de backgammon, eu conversei […]; e então, após três ou quatro horas de diversão, eu retornaria à essas especulações, elas pareciam tão geladas, e tensas, e ridículas, que eu não poderia em meu coração ir mais longe nelas” (ibid 1.4.7).

O famoso historiador e filosofo descrente Will Durant escreveu: “Eu sobrevivi moralmente porque eu retive o código moral que foi ensinado para mim junto com a religião, enquanto descartei a religião […]. Você e eu estamos vivendo em uma sombra […]. Mas o que vai acontecer às nossas crianças […]? Elas estão vivendo na sombra da sombra” (Chicago Sun-Times 8/24/75 1B).

Humanist Megazine Britânica acusou o Humanismo de ser quase “clinicamente afastado da vida.” Ela recomendou que desenvolvessem uma Bíblia humanista, um hino humanista, Dez Mandamentos para os humanistas, e até mesmo praticas confessionais! Adicionalmente, “o uso de técnicas hipnóticas – música e outros dispositivos psicológicos – durante serviços humanistas seria das a audiência aquele experiência espiritual profunda e eles iriam emergir refrescados e inspirados com sua fé humanista…” (1964). Eu compus alguns hinos para eles: “Sócrates, Amante de Minha Alma,” “Ninguém se Importou Comigo Como Platão,” e “Minha esperança está construída em nada menos que Jean Paul Sartre e no nada”! Um hino para os Pós-modernistas poderia ser lido assim:

“Abra meus olhos para que eu veja,
Mais de minha própria subjetividade.
Me ajude, Derrida, a ser
Totalmente absorto na incerteza.
Então eu saberei o que é estar
Perdido para sempre na pós-modernidade.”

Em suma, quando os próprios ateus avaliam o ateísmo eles concluem como vivendo na “sombra da sombra.” Não é “suportável.” É “terrível,” até mesmo “cruel.” Ele até mesmo leva ao “delírio.” O ponto central é que o pós-modernismo não é apenas impensável e impronunciável, mas também não pode ser vivido.

O ateu Albert Camus declarou que “Nada pode desencorajar o apetite pela divindade no coração do homem” (Camus, The Rebel, 147). Blaise Pascal insistiu que havia um vácuo no coração humano do tamanho de Deus o qual nada além de Deus pode preencher. Ele escreveu: “O que mais esse desejo, e esse desamparo, proclamam além de uma vez ter havido no homem uma verdadeira felicidade, a qual tudo o que resta é o traço e a impressão vazios? Ele tenta preencher esse vazio em vão com tudo ao seu redor […] apesar de nada poder ajudar, já que esse abismo infinito só pode ser preenchido com um objeto infinito e imutável; em outras palavras, pelo próprio Deus” (Pascal, Pensees # 425). Ex-Ateu Francis Collins que dirigiu o projeto genoma humano perguntou: “Por que haveria uma ânsia humana, universal e exclusiva, se esta não se achasse ligada a alguma oportunidade de realização?. As criaturas não nascem com desejos, a menos que a fação de tais desejos exista. Um bebê sente fome: bem, existe aquilo que chamamos de alimento. Um patinho quer nadar: bem, existe aquilo que chamamos de água.” (A Linguagem de Deus, 46-47). Então, se há um vácuo do tamanho de Deus no coração humano, então nada menor do que Deus será capaz de preenche-lo.

O ateu Sigmund Freud clamou que “O que é característico de ilusões é que elas vem de desejos humanos.” Já as “doutrinas religiosas,” “todas são ilusões e insuscetíveis de prova” (The Future of na Illusion, 49-50). Porém, na verdade é o ateísmo que tem a ilusão. Pois Freud nunca fez um estudo nos crentes em que ele baseou sua visão. O contrário, estudos recentes mostram que a crença em Deus leva a uma vida melhor e mais feliz. O ex-freudiano fez um estudo sobre o grande ateu e descobriu que eles eram órfãos murchos funcionalmente e que, ao invés de crentes criando o Pai (Deus), os ateus estão tentando matar o Pai (Paul Vitz, Faith of the Fatherless). Ele escreveu, “De fato, existe uma origem psicológica coerente ao ateísmo intenso” (p. 3). “Portanto, no panorama Freudiano, ateísmo é uma ilusão causada pelo desejo Edipiano de matar o pai (Deus) e substituí-lo por si mesmo” (p.13).

De fato, na famosa frase de Nietzsche “Deus está morto” a próxima linha é “e nós o matamos.” O ateísta existencialista francês Jean Paul Sartre, ilustra o ponto em sua própria autobiografia quando ele escreveu: “Eu tive dificuldade de me livrar dele no fato dele ter se instalado na parte de trás de minha cabeça. […] Coloquei o Espirito Santo em uma cela e o joguei fora; O ateísmo é um caso cruel e de longo alcance; acho que consegui superar. Eu perdi minha ilusão” (The Words, 252-253).

Porém, mesmo que Sartre tenha desistido de Deus, Deus não desistiu dele. Antes da morte de Sartre ele é lembrado por dizer, “Eu não sinto que eu sou um produto do acaso, um grão de poeira no universo, mas alguém que era esperado, preparado, prefigurado. Resumindo, um ser que apenas um Criador poderia colocar aqui” (National Review, 11 de Junho, 1982, p. 677). De fato, Sartre foi rejeitado por sua própria amante como um “vira-lara” e era visitado por um ministro Cristão regularmente antes de sua morte. Eu tenho em meus arquivos uma carta de missionários na França que conheciam Sartre que expressou a eles seu arrependimento por ter influenciado muitas pessoas jovens com seu pensamento ateísta.


Referências:

[1] Disponível em normangeisler.com/a-response-to-philosophical-postmodernism/. Acesso em 29/mai/2018. Uma cópia dessa página também está disponível em archive.li/i2E6u.

[2] Claro, deve haver diferença entre o Criador e a criatura já que Ele é um tipo infinito de Ser e nós somos seres finitos. Ele é um Ser sem potencialidade para o não-ser, e nós somos seres contingentes que possuem a possibilidade de não ser. Deus é Puro Ato (sem o potencial de não existir), e todas as criaturas são realizadas com o potencial de não existir.


Felipe Forti
Felipe Forti

Formado em Design Gráfico pela FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas e em Teatro pelo Teatro Escola Macunaíma. Atualmente cursa Filosofia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e Dublagem na Dubrasil - Central da Dublagem. Pretendo fazer Teologia assim que possível. Sou apaixonado por Apologética Cristã e entendo que devo estar sempre preparado para fazer uma defesa a qualquer um que me pedir a razão da esperança que há em mim. (1 Pedro 3:15) Sou autor dos livros A Verdade que existe: Amando a Deus com todo o intelecto e A Gênese em Gênesis: Uma Refutação Bíblica do Criacionismo de Terra Jovem. Ambos podem ser comprados no site do Clube de Autores.

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