A perseguição e o genocídio de cristãos no mundo é pior hoje “do que em qualquer outro momento da história”, e os governos ocidentais não estão conseguindo impedi-lo, disse um relatório de uma organização católica.

O estudo da Aid to the Church in Need (“Ajuda à Igreja que Sofre”) disse que o tratamento dos cristãos piorou substancialmente nos últimos dois anos, em comparação com os dois anos anteriores, e se tornou mais violento do que em qualquer outro período nos tempos modernos.

Um membro das forças árabes-curdas sírias coloca uma cruz nos destroços antes de uma celebração de Natal na Igreja Católica Armênia dos Mártires, bastante danificada, em Raqqa, na Síria. A perseguição e o genocídio de cristãos mo mundo é pior hoje “do que em qualquer outro momento da história”, e os governos ocidentais não estão conseguindo impedi-lo, disse um relatório de uma organização católica.

“Não somente os cristãos estão mais perseguidos do que qualquer outro grupo religioso, mas cada vez mais pessoas estão experimentando formas piores de perseguição”, disse o relatório.

O relatório analisou a situação dos cristãos na China, Egito, Eritreia, Índia, Irã, Iraque, Nigéria, Coréia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Síria e Turquia durante o período de 2015 a 2017. A pesquisa mostrou que, naquela época, cristãos sofriam crimes contra a humanidade, e alguns foram enforcados ou crucificados. O relatório concluiu que a Arábia Saudita era o único país onde a situação dos cristãos não piorava, e isso somente porque a situação não poderia piorar do que já era.

Os autores criticaram a administração do presidente Donald Trump por não responsabilizar a Arábia Saudita por suas violações de direitos humanos e, ao invés disso, se concentraram na relação comercial entre as duas nações. Em maio de 2017, Trump assinou um contrato de 110 bilhões de dólares com a Arábia Saudita durante sua primeira viagem ao exterior no cargo.

O relatório enfatizou especialmente os países do Oriente Médio, como Iraque e Síria, onde os autores argumentaram que os cristãos teriam sido totalmente exterminados se não fosse pela ação militar e pela assistência de organizações humanitárias cristãs, como a Aid to the Church in Need.

Parentes de cristãos coptas que foram mortos durante um ataque de ônibus cercam seus caixões durante o funeral, no mosteiro do deserto de Ava Samuel, em Minya, Egito.

“A derrota do Daesh [o grupo militante do Estado Islâmico] e outros islamistas em grandes redutos do Oriente Médio oferece a última esperança de recuperação para grupos cristãos ameaçados de extinção”, disse o relatório. “Muitos não sobreviveriam a outro ataque violento similar”.

O relatório, que foi divulgado em novembro de 2017, mas recebeu atenção renovada esta semana, é baseado em pesquisas nos países e em depoimentos de vítimas. Ele detalhou ataques contra cristãos coptas no Egito e mosteiros queimados na Síria.

Na África, o relatório se concentrou em países como o Sudão, onde o governo ordenou que as igrejas fossem destruídas, e como a Nigéria, onde grupos afiliados ao ISIS, como o Boko Haram, lideraram uma onda de ataques contra cristãos. Na Eritréia, centenas de cristãos foram presos e encarcerados no último ano por causa de sua fé.

Cristãos indianos se reúnem na Igreja de Santa Teresa para a missa de Natal da meia-noite em Calcutá, na Índia.

O relatório também documentou numerosos estudos de caso em que cristãos em países como a Índia e a Nigéria foram assassinados ou espancados por praticar sua fé.


Esta é uma reportagem traduzida e adaptada de “Christian Persecution and Genocide is Worse Now Than ‘Any Time In History’, Report Says”, no site da Newsweek.


Saulo Reis
Saulo Reis

Diretor do Acrópole da Fé Cristã e mestrando em Matemática pela Unifesp. Engenheiro de Computação por profissão; professor de Matemática por paixão; Teólogo por amor a Deus.

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